Economia Criativa na prática – Por Armindo Ferreira

inovação tecnológica - máquina de escrever

Falar sobre economia criativa é sempre espinhoso, primeiro porque o termo abrange muita coisa e segundo que por onde quer que se olhe há uma apropriação. Do pano de prato bordados a mão aos videogames indies estamos na economia criativa.

Mas é na face digital do termo que quero me apegar. Assim cria-se toda uma nova indústria e um leque enorme de negócios e principalmente oportunidades que é o que eu quero falar com vocês aqui neste espaço.

A indústria como conhecemos está evoluindo. Ao invés de milhares de pessoas temos máquinas que cuidam de toda manufatura de forma quase inteligente. A prestação de serviço está mudando também, cada vez mais focada em controlar a experiência do usuário.

E o varejo então? Cada vez mais os shoppings enfrentam a saída do consumidor do mundo real para o mundo virtual. É o fim dos shoppings? Nada disso, cada vez mais estes espaços se tornarão áreas comuns de prestação de serviço e entretenimento. Correios, cinema, banco e sapateiro tudo num só lugar.

E aí que a economia criativa digital vem para criar novas possibilidades de negócios e de ganhar dinheiro. Você pode publicar um livro, vender um curso ou alguma habilidade sua. Quem sabe gravar um vídeo no Youtube ensinando alguém a fazer alguma coisa?

Mas e as empresas e empresários que estão lendo esse post, como podem tirar proveito disso?

Eu não quero ser alarmista mas nesse momento alguém pode estar criando um negócio muito melhor que o seu na internet e em breve colocar você em risco. Não estou dizendo que vá acontecer, mas que pode acontecer pode. E então porque não você ser o agente da mudança no seu negócio?

Como o novo ambiente digital e as novas perspectivas de empreendimentos nas nuvens, internet das coisas e cidades inteligentes mudam sua relação com os seus clientes e com o mundo? Como buscar novas fontes de receita de forma inesperada?

E para deixar ainda perguntas mais inquietantes:

  • Por que a Kodak não inventou o Instagram?
  • Por que a Blockbuster não inventou a Netflix?
  • Por que a rede de hotelaria Accor não inventou o AirBnb?
  • Por que a CBS ou NBS ou ainda a Rede Globo não inventaram o Youtube?

Mas como pensar em inovação sustentável dentro das empresas?

Está aí uma pergunta de um milhão de dólares, mas a resposta pode ser mais simples do que parece: basta começar colocando a inovação na pauta da empresa. A economia criativa veio para ficar e será que a sua empresa também?

_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _

armindo-ferreiraArmindo Ferreira é consultor (pra não chamar de jedi empresarial), caçador de talentos, motivador, agitador de mercado, influenciador digital, e um grande amigo dos haroldos. Mas essa é a parte que não está no Linkendin dele. Oficialmente ele é diretor de marketing da Cruz e Ferreira, professor para alunos de graduação, pós e MBA. Palestrante em diversas faculdades e empresas sempre com temas ligados ao novo comportamento do consumidor e seu impacto nas novas mídias. É criador do Diálogos Digitais/SMSP  e blogueiro.