Como faço para precificar meu trabalho?

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“Bem pago está quem por satisfeito se dá”

É com esse título de William Sheakspeare que inicio a polêmica. Se a questão entre ser ou não ser já tirava o sono, confundia os propósitos e gerava uma crise existencial na cabeça de muitos profissionais, agora chegou a hora de deixar uma bebida por perto, porque você pode estar certo que vai chorar.

Ó ingratidão de vida que nos coloca à prova a todo momento de precificar nosso trabalho. Precismos oferecer um “valor de mercado” que seja justo e compatível. Mas ué, se é um valor de mercado, quem define é o mercado, certo? E nós somos o mercado, certo? Viu que confuso?

Pense em horas e monte pacotes.

A dica de todo consultor é para você calcular primeiro em horas, e depois precificar as horas de esforço desprendido para realização do job. Árdua tarefa, calcule por favor o número de refações que o job, que você ainda sequer planejou. Ou então montar pacotes, e ir casando produtos e serviços conforme a complexidade do job. Mas como separar a estratégia do planejamento, o texto do layout, dentre outros?

E a questão da qualidade? Como fica? Meus anos de estudo, minha graduação, meu mestrado, meu pós-doc, meu MBA no MIT. Como cobrar pela minha capacitação, se o mercado procura sempre o menor valor.

É amigos, é difícil, complicado e não adianta aceitar, pois não vai doer menos. O que devemos fazer é aguçar a nossa percepção de valor. Contas sempre existirão, fluxo de caixa também (pelo menos deveria).

Comece pelo básico, seja detalhista.

Antes de precificar você deve entender o porquê que teu orçamento têm aquele valor. O básico já sabemos, devemos colocar todos os custos mais um % sobre, que seria nosso lucro.

Quando elaborar uma proposta, seja o mais específico possível, fale tudo que irá fazer e descreva o mais fielmente todo o trâmite que terá para realizar tais tarefas. Sua percepção de valor pode ser (e normalmente é) bem diferente da do seu prospect/cliente.

Sheakspeare foi extremamente feliz na colocação. Nosso trabalho é fazer com que o cliente fique sempre satisfeito, mas devemos também estarmos satisfeitos. Sabe a história de que você só consegue deixar alguém feliz se estiver feliz? Mais ou menos isso, só que um pouco menos dramático e mais racional. Dê valor a si mesmo, mas justifique este valor.

A satisfação condiciona o valor, não necessariamente o preço. Tome muito cuidado para não confundir as coisas.

Temo Mori

Blogueiro, Escritor, Tuiteiro e outras mentiras da internet. Apaixonado por Social Media, Redes Sociais e tudo que aproxime as pessoas... inclusive um abraço!